Você sabia que os protocolos de sincronização da ovulação (IATF) não alteram a fisiologia da vaca?

por Redação Portal IATF 7.450 views0

IATF

De acordo ao novo cenário da pecuária moderna, a palavra de ordem é alinhar produtividade e sustentabilidade, produzir mais, mas com um menor consumo dos recursos naturais.

As biotecnologias reprodutivas, tais como a técnica de IATF – tornou-se uma ferramenta indispensável e provou ser altamente eficaz em melhorar a produtividade das fazendas.

Hoje, o Brasil destaca-se como um dos principais utilizadores dessa nova tendência global.

Atualmente, o intervalo entre partos observados no Brasil é de 18 meses. Isto é devido ao fato de que os animais apresentam uma elevada incidência de anestro após o parto, que é um período em que o animal não mostra sinais de estro (cio) após o parto do bezerro.

Esse intervalo entre o aumento de partos, faz com que a taxa de desmame no Brasil seja de aproximadamente 65% (ou seja, 46,5 milhões de bezerros produzidos e 70 milhões acima de 2 anos fêmeas; Anualpec, 2009).

O IATF tem a missão de reduzir o intervalo entre partos (idealmente 12 meses) e, assim, melhorar a eficiência reprodutiva dos animais. Assim, é possível aumentar a produção de carne e de leite na mesma área ou mesmo para manter a produção de uma área menor.

A inseminação artificial em tempo fixo consiste em uma série de tratamentos farmacológicos, baseados em hormônios que são estimulados e produzidos pelas próprias vacas.

A dose administrada estes tratamentos promovem níveis plasmáticos de pico igual ou inferior que o obtido fisiologicamente.

A progesterona liberada pelo corpo lúteo atinge 7ng/ mL (Bloch et al., 2006), o mesmo acontece quando um dispositivo intravaginal libera 1,0 grama de progesterona (May et al, 2008; Sincrogest).

O mesmo se aplica para o estradiol, como níveis semelhantes à fêmea no cio (Busch et. Al. 2008).

Assim, pode-se perceber que os tratamentos hormonais nas matrizes não alteram a fisiologia dos animais.

Portanto, o uso de hormônios, a fim de estimular fatores cíclicos e melhorar os índices reprodutivos e produtivos de uma propriedade, tornou-se um forte aliado para a pecuária, gerando maior produtividade com impactos ambientais mínimos.

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